A doce embriaguês do engano
É de um sabor tal
Que não saberia dizer se é de vinho ou de cicuta
Este belo tirano de um gosto mortal
O engano, que acalenta, que atrái
É o mesmo que te ama, que te desfaz
O vinho que te eleva com asas de pedra,
A cicuta que te puxa na queda fatal.
O preço dos amantes. O teatro dos amados.
A singularidade de um instante,
A crueldade dos fatos.
O real abstrato, a concretização do nada,
É a sensação que sentimos
Ante à última golada.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
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